Thread da Pergunta
Anônimo perguntou:
1 mês atrás
Na minha empresa agora tem uma coisa acessível, de qdo é um curso apresentação a pessoa fala o nome e se descreve, cor da pele, cabelo, olhos, altura, corpo, o que está vestindo. Pra uma pessoa deficiente visual isso faz mesmo tanta diferença? Não estou dizendo q não quer saber como alguém é. Mas por se tratar de alguém aleatório, que ta lá dando um curso corporativo ou uma palestra.
Resposta:
A resposta é complexa, mas, sim, ao menos em teoria.
Se partirmos da ideia de que socialmente a sua aparência e forma de se vestir comunicam algo, num ambiente onde isso importa tanto quanto o meio corporativo isso é sim importante.
Vou te contar uma breve história pra tu entender.
Em 2016 fui trabalhar uma semana alocado em Araxá, uma cidade no meio do mundo em MG. Lá eu deveria adaptar um sistema a ser usado com leitor de telas. E eu precisei ir pra lá por que o funcionário cego mais antigo e que mais conhecia do sistema estava lá, então ele seria meu beta tester. Não sei o quanto sabes de mim, mas, até 2022 eu enxergava parcialmente do olho esquerdo, então não era totalmente cego. Num dos dias de trabalho, enquanto programava loucamente num notebook no cantinho da sala, comentei com esse moço cego que um dos diretores locais lá era um moço bem presença, e ainda fiz uma brincadeira de que queria ser ele quando crescesse (Eu tinha 23 anos). Ele disse que não entendia o motivo, já que o diretor era só mais um que usava terno e gravata e, segundo ele, tinha um outro cara lá que era tão presença quanto ele. Aí expliquei pra esse moço cego que o diretor era um homem negro, que usava black power e uns ternos maneirões que pareciam moldados pra ele.
Numa exacerbação imensa da situação, se o moço cego soubesse disso talvez respeitasse mais o diretor, talvez buscasse mais aconselhamento com ele ou sei lá, talvez muita coisa, e esse é o ponto.
Já num âmbito pessoal depende. Tem pessoas cegas que gostam de saber, tem pessoas que não gostam. Eu por exemplo acho meio esquisito obrigar as moças do atendimento do Nubank a se descreverem, então se me pergunto eu opto pelo não, , torcendo pra elas não se ofenderem. Mas o ideal é pelo menos perguntar.
A resposta é complexa, mas, sim, ao menos em teoria.
Se partirmos da ideia de que socialmente a sua aparência e forma de se vestir comunicam algo, num ambiente onde isso importa tanto quanto o meio corporativo isso é sim importante.
Vou te contar uma breve história pra tu entender.
Em 2016 fui trabalhar uma semana alocado em Araxá, uma cidade no meio do mundo em MG. Lá eu deveria adaptar um sistema a ser usado com leitor de telas. E eu precisei ir pra lá por que o funcionário cego mais antigo e que mais conhecia do sistema estava lá, então ele seria meu beta tester. Não sei o quanto sabes de mim, mas, até 2022 eu enxergava parcialmente do olho esquerdo, então não era totalmente cego. Num dos dias de trabalho, enquanto programava loucamente num notebook no cantinho da sala, comentei com esse moço cego que um dos diretores locais lá era um moço bem presença, e ainda fiz uma brincadeira de que queria ser ele quando crescesse (Eu tinha 23 anos). Ele disse que não entendia o motivo, já que o diretor era só mais um que usava terno e gravata e, segundo ele, tinha um outro cara lá que era tão presença quanto ele. Aí expliquei pra esse moço cego que o diretor era um homem negro, que usava black power e uns ternos maneirões que pareciam moldados pra ele.
Numa exacerbação imensa da situação, se o moço cego soubesse disso talvez respeitasse mais o diretor, talvez buscasse mais aconselhamento com ele ou sei lá, talvez muita coisa, e esse é o ponto.
Já num âmbito pessoal depende. Tem pessoas cegas que gostam de saber, tem pessoas que não gostam. Eu por exemplo acho meio esquisito obrigar as moças do atendimento do Nubank a se descreverem, então se me pergunto eu opto pelo não, , torcendo pra elas não se ofenderem. Mas o ideal é pelo menos perguntar.
Respondida em: 12/09/2026 14:11